(não que eu tenha um milhão de amigos, mas, mesmo entre um pequeno grupo, amigos são amigos. e, desses amigos, alguns são melhores amigos. eu os sinto e pra todos eles escrevo.)
queridos melhores amigos,
obrigada. não vejo outra forma de começar a dizer algo pra vocês que não seja esse agradecimento. são tantos momentos compartilhados, tantas lágrimas e sorrisos divididos. são vocês que me seguram em todos os momentos e me fazem continuar. blá blá blá clichê, mas nossa, como isso é verdade! eu considero muito a amizade de cada um, eu amo cada um imensamente. tão imensamente que às vezes me assusta.
é reconfortante saber que, mesmo com toda a distância, vocês estão ao meu lado e isso se percebe em coisas simples como um recado, um depoimento secreto, uma conversa por email ou msn, uma ligação de três segundos com um grito. ou quando a gente se encontra e parece que estivemos juntos todo o tempo. e esses quases dois anos de continuação só provam que, sim, podemos continuar sempre. sem contar que as minhas lembranças de socialização começam com vocês. laguinho no colégio, red hot na fila da cantina, acidentes com a porta de um guarda-roupa na viagem, troca de cartas, casa de vó, noites do pijama, viagens de vestibular, pinacoteca, canal, músicas compartilhadas, filmes trocados, planos de músicas/roteiros/textos. é algo que só a física complexa abstrata pode explicar. é entender neuroses e decepções amorosas. é acreditar que um dia iremos escrever algo juntas.
também é reconfortante saber que, finalmente, encontrei vocês. aqui perto. tão perdida, tão chata, tão sozinha. e vocês apareceram pra alegrar meus dias nos corredores lotados, ouvir meus desabafos. conversas em bandejão, starbucks, avenida paulista, cinema, aulas, doces. não dá pra esquecer quando você veio me visitar pra saber se tava tudo bem. nem quando você atravessou são paulo duas vezes pra passar a tarde comendo comigo, pra conversar e fazer com que eu ficasse bem. é fazer planos pro meu aniversário de vinte anos, é querer aprender psicanálise, é não acreditar que o triceratops não existiu.
se vocês ainda não sabem (eu acho impossível, mas vamos lá), eu os amo. e às vezes acho que não retribuo tanto carinho. também não consigo escrever tudo o que eu sinto, não cabe em mim. mas esse carinho existe. quero abraços apertados e demorados. quero todos por perto, sempre.
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