(Rousseau - Ensaio sobre a origem das línguas)
3.4.10
um diário com rousseau.
"[...] havia famílias, mas não havia nações; havia línguas de todo um povo; havia casamentos mas não havia amor. Cada família bastava-se a si mesma e perpetuava-se unicamente através de seu próprio sangue [...]. Não havia nesse ponto nada de suficientemente interessante para desatar a língua, nada que pudesse arrancar com frequência os acentos das paixões ardentes para transformá-las em instituições [...]. Numa palavra, nas regiões amenas, nos terrenos férteis, foi necessário todo o ardor das paixões agradáveis para começar a fazer com que os habitantes falassem: as primeiras línguas, filhas do prazer e não da necessidade, usaram por muito tempo a bandeira de seu pai; seu acento sedutor somente desapareceu com os sentimentos que o haviam originado, quando novas necessidades, introduzidas entre os homens, forçaram cada um a pensar somente em si mesmo e a fechar seu coração dentro de si."
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário